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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Distâncias percorridas por Jesus entre às cidades, relatadas no Novo Testamento.

Jesus com seus discípulos já percorreu como nos narram os evangelhos, o caminho da montanha passando pela Samaria, região impura que os judeus evitavam. Embora apareça nos evangelhos sinóticos Jesus indo apenas uma vez a Jerusalém com os discípulos, certamente foi muitas vezes em especial nas festas de preceito Judaica, com o evangelho de João nos narra.
Assim precisão de Kilometros e metros não possuímos. O que temos é uma ideia das distâncias que Jesus percorreu com os discípulos. Para isto os traçados das estradas modernas de Israel nos ajudam. Os traçados das estradas mudaram, pois devido à situação de guerra na região ergueram-se muros de separação entre Israel e a Palestina atual. Com maquinário modernos muitos caminhos foram endireitados.
Indicamos as principais distâncias entre as cidades de Israel calculadas pelos guias de estradas:
De Nazaré – Jerusalém = 131 Km (depende da rodovia percorrida)
Nazaré - Cana da Galiléia = 14 km
Nazaré – Monte Tabor – 32 Km
Nazaré – Naim - 40 km
Nazaré – Siquem (Nablus)– 59 Km
Nazaré - Beth Shean – 32 Km
Nazaré - Megido – 23 Km
Nazaré - Tiberíades – 31 Km
Nazaré – Cafarnaum - 46Km
Nazaré - Monte das Bem-aventuranças - 40 km

Jerusalém – Belém – 8 km
Jerusalém - Betânia 7 Km
Jerusalém – Bethfagé 5Km

Nota: As distâncias em Israel entre as cidades são pequenas, pois o pais é pequeno. Israel hoje possui de Leste a Oeste = 120 Km de Norte Sul = 240 km.
O que está indicado são apenas algumas distâncias, por onde Jesus caminhou com os discípulos, mas existem outras. Com estas distâncias terás uma ideia do conjunto das estradas e distâncias na Palestina na época de Jesus.
Fontes de informação:
Nazareth & Lower Gallee Tourist Map, NazarethTourism Information Center, Blustein Maps & More Ltd, Publishing, 2013
BALDI, Donato, Guida di Terra Santa, Gerusalemme, 1953.
HOADE, Eugene, Guide to the Holy Land, 11ªedição, Franciscan Printing Press, Jerusalem, 1982

Tabernáculo





Reconstituição d tabernáculo emTimnaIsrael
A palavra tabernáculo vem do latim tabernaculum, "tenda", "cabana" ou "barraca" e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi osisraelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkanמשכן, "moradia", (local da Divinamorada). Também se denominava mow'edמוֹעֵד, "Tenda da Reunião". Era composto de três dependências: Átrio ExteriorSanto Lugar e Santo dos Santos.1
Os objetos sagrados que acompanhavam o tabernáculo eram:
No Átrio Exterior
No Santo Lugar
  • Altar do incenso - Localizado do lado oposto a entrada, no fundo, pouco antes do véu que separava do Santo dos Santos. Era usado para se queimar incenso pela manhã e à tarde pelos sacerdotes.
  • Candelabro de Ouro - À esquerda da entrada, com sete hastes. Era diariamente enchido com o melhor azeite, pelos sacerdotes para que ele nunca se apagasse, Somente enquanto estava sendo levado.
Santo dos Santos
  • Véu - Cortina que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos.
  • Propiciatório - Nada mais do que a tampa da Arca. Era o lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia daExpiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.2
Tabernáculo pode também designar o sacrário, um pequeno cofre colocado sobre o altar das Igrejas onde são guardadas a píxide ou a custódia, onde está a Eucaristia.


sábado, 9 de agosto de 2014

Nazaré     (Natsrat, em hebraico) é a “flor da Galileia”*, como declarou São Jerônimo - tradutor da Bíblia para o Latim -, pois foi o berço do Cristianismo, o chão onde o pequeno Jesus aprendeu a caminhar e a falar; cresceu e foi educado; aprendeu a viver em sociedade e frequentou a Sinagoga. Era conhecido como um homem local e ali viveu com a Sua família até, aproximadamente, trinta anos de idade, quando deu início ao Seu ministério (Lc 3, 23).
A cidade está localizada numa colina da Galileia Baixa, no centro de um vale rodeado por montes altos, que formam a parte mais ao sul da cadeia de montanhas do Líbano. Está a 350m acima do nível do Mar Mediterrâneo, a cerca de 25 km do Mar da Galileia, nove à oeste do Monte Tabor, e a 115 km de Jerusalém. E ao sul da cidade, entre o Mar da Galileia e o litoral do Mar Mediterrâneo, fica a Planície de Esdrelon (ou Vale de Jezreel), que é muito importante para a economia de Israel.
Nazaré é a capital econômica-administrativa e a maior cidade do Distrito Norte de Israel, e também funciona como a capital árabe para os cidadãos árabes de Israel, que constituem a imensa maioria da população. Embora seja a cidade com a maior população cristã de Israel (40%), a grande maioria dos seus habitantes é muçulmana. De acordo com a última estatística oficial, a cidade tem 65.000 habitantes, sendo 68,7% de muçulmanos e 31,3 de cristãos. E se considerada a grande área metropolitana, formada pela junção com os diferentes Conselhos locais (ao norte, com a cidade adjacente de Nazaré Illit, onde reside a maior parte dos judeus; ao sul; à leste e à oeste), são 185.000 habitantes, dos quais mais de 145.000 são árabes.
Além daquelas diferenças étnicas e religiosas, entre os próprios cristãos  existem importantes distinções em Nazaré, haja vista a situação da custódia dos grandes Santuários, distribuída entre os Católicos Romanos e os Ortodoxos.
É a cidade onde o sagrado convive com o cotidiano. O lugar onde os mistérios e as riquezas da fé cristã são guardadas; onde Deus é adorado nos Altares do Seu Santo Sacrifício; onde as celebrações e o respeito são fundamentais; onde Imagens e recordações são veneradas; onde a história e a fé caminham juntas; o silêncio é possível no meio da multidão; as bocas se calam para dar vez aos olhos e aos ouvidos; as orações e os rituais são especialmente dedicados e motivados pela ambientação; o antigo se mistura com o novo; e a iluminação combina com o aroma.
Há poucas fontes escritas e por isso são muitas as especulações e controvérsias sobre a história da pequena Nazaré, porém, é sabido que no século I d.C. era uma pequena aldeia judaica, localizada dentro de um vale, rodeado de olivais e vinhedos, que desciam pelas encostas dos montes. Era um vilarejo sem importância social, cultural, política ou econômica, com aproximadamente 20 a 30 famílias, que moravam em casas baixas e aglomeradas, na maior parte encravadas nas encostas dos morros, para dentro dos quais ficavam os cômodos interiores.   
Tais características nos revelam que, mesmo para a época, eram casas muito rústicas, escuras e mal ventiladas, mas, por outro lado, frescas no verão e bem protegidas no inverno.
            Para alguns pesquisadores, como para o arqueólogo americano James Strange, que inicialmente chegou a acreditar que o número de habitantes naquela época poderia chegar até dois mil, e depois, numa publicação subsequente, aposta em um número máximo de 480 pessoas.
O fato é que não se pode saber com certeza qual o destaque que Nazaré tinha no primeiro século e qual o número de seus habitantes, porém, o entendimento mais comum entre os historiadores é que antes dos acontecimentos do Novo Testamento era uma insignificante comunidade, que vivia da agricultura e do trabalho dos artífices e carpinteiros, que atendiam principalmente às necessidades dos viajantes.
Alguns historiadores e arqueólogos, que fazem a reconstrução da vida em Nazaré nos primeiros séculos da nossa Era, acreditam que as caravanas poderiam vir de Damasco ou de Jerusalém, buscando os poços de água e os albergues que o lugarejo possuía.
Embora Nazaré, no tempo de Jesus, oferecesse hospitalidade, isso nem sempre resultava na melhor fama para a aldeia, que muitas vezes era tida como um lugar mal frequentado. É o que concluem muitos estudiosos e comentaristas a respeito das palavras de Natanael, no Evangelho de São João 1,46: “Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré?”.
Aquelas palavras bíblicas podem significar que Nazaré era menosprezada até mesmo pelos judeus, que consideravam aqueles habitantes de etnia mesclada, impuros e rústicos, além de pouco fiéis às leis e aos ritos judaicos. Por isso, quando Jesus começou a ser conhecido como um poderoso rabi, os judeus escarneciam, dizendo: “Pode vir um profeta de um povoado tão pequeno e de fama tão duvidosa?!” Razão pela qual o próprio Jesus dizia, por ocasião das suas visitas a Nazaré: “Um profeta só não é respeitado em seu próprio país, entre a sua própria gente e em seu próprio lar”. E pela falta de fé do seu povo, que O viu crescer como um simples homem local e filho de um carpinteiro, Jesus não realizou grandes milagres ali. Os nazarenos até mesmo tentaram matar Jesus jogando-O de um penhasco, como podemos ler em todos os Evangelhos (Lc 4,16-30; Mt 13, 53-58; Mc 6, 1-6; e Jo 4, 44 . 7, 5).
Nazaré hoje
Hoje, Nazaré é um centro bem urbanizado, atrativo e importante, para Israel  e para toda a humanidade, acolhendo durante todo o ano uma intensa peregrinação, tanto de fiéis e devotos cristãos, procurando experiências espirituais, como de cientistas e pesquisadores, especialmente arqueólogos, que buscam evidências materiais das histórias narradas nos Livros Sagrados.
Os visitantes também desejam contemplar as paisagens e as belezas naturais da cidade, assim como os traços culturais que ali foram preservados ao longo dos séculos, em contraste com as modernidades dos novos tempos, que dão a condição para receber o imenso fluxo de turistas.        
Outro motivo que desperta a curiosidade e o interesse de sociólogos, com relação à atual cidade de Nazaré, é a pacífica convivência entre as diferentes etnias e religiões, ainda que dentro de uma região conhecida por tantos conflitos étnicos, religiosos e territoriais. Assim pondera o professor e sociólogo, Chad Emmet, no  livro intitulado “Além da Basílica: cristãos e muçulmanos em Nazaré” (pp. 103-105). 
É importante ressaltar que o que faz de Nazaré um dos principais centros de peregrinação do mundo é a sua relação com a Bíblia, desde quando foi citada e identificada no Novo Testamento como o local onde o Anjo Gabriel visitou a Virgem Maria, nascida e criada naquela pequena aldeia, para anunciar-lhe o nascimento de Jesus, o Filho de Deus (cf Lc 1, 26-38).
Os principais e mais atrativos pontos de visitação em Nazaré, que celebram eventos bíblicos, são:
-   Santuário da Anunciação, o maior do Oriente Médio, que é de Tradição Católica Apostólica Romana e marca o local onde o Anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus à Virgem Maria;
-   Igreja Ortodoxa de São Gabriel, construída pelos ortodoxos, que consideram uma outral possibilidade de lugar aonde se deu a Anunciação;
-   Igreja Sinagoga, Greco-Católica Melquita, que, de acordo com a Tradição, foi o local da pregação de Jesus;
-   Igreja da Carpintaria de São José, que ocupa o lugal onde a Tradição diz que funcionava a oficina de José;
-   Igreja Mensa Christi, gerida pela Ordem Religiosa dos Franciscanos, celebra o lugar onde Jesus fez sua refeição com os Apóstolos, após a Ressurreição;
-   Basílica de Jesus Adolescente, da Ordem Religiosa dos Salesianos, que está em um morro próximo à cidade.
Pesquisas sobre Nazaré
A moderna Basílica da Anunciação fica no centro de Nazaré e foi construída em 1969, em cima das ruínas de três Igrejas anteriores. É a mais antiga atribuída ao período Bizantino do século IV d.C. Existe uma caverna no seu interior, à qual a Tradição Católica Romana credita ter sido a casa da família de Jesus.
Contudo, ainda existem dúvidas e opiniões divergentes por parte de alguns pesquisadores, sobre as Tradições celebradas em Nazaré e sobre a interpretação dada àquelas citações bíblicas, do ponto de vista histórico-científico, chegando, até mesmo, ao questionamento sobre a existência da antiga Nazaré, ou sobre a sua idade, já que alguns historiadores mais antigos do primeiro século, como Josefo, e algumas antigas fontes judaicas, de antes do século III, não mencionaram a aldeia nos seus relatos. Porém, isso apenas reflete a falta de proeminência da aldeia, tanto na Galileia como na Judeia. Da mesma forma, também deixaram de citar muitos outros povoados da Galileia. Assim como a Bíblia também não menciona a cidade de Séforis, vizinha de Nazaré, embora fosse uma importante e fortificada cidade da época do Novo Testamento. E por essa razão, diversos eruditos questionam se uma importante rota comercial de passava por Séforis ou, mais abaixo, por Nazaré. Não obstante, sem consideração do tamanho ou do destaque dado a Nazaré,  ela era convenientemente localizada para rotas de comércio, o que favorecia a sua relação com outras comunidades vizinhas e o acesso às informações e notícias da redondeza.
Independente dos questionamentos e controvérsias de alguns, mesmo diante das revelações e descobertas científicas já existentes, a Arqueologia segue encontrando evidências extremamente importantes e decisivas, que cada vez mais fundamentam e dão razões à fé (embora a fé dispense a atividade científica), e comprovam os textos bíblicos. Para exemplificar, as pesquisas arqueológicas encontraram restos humanos, a cerca de duas milhas de Nazaré, que sugerem um centro funerário e religioso, datado de milênios, além de muitos túmulos da época de Jesus. Também muitos poços e cisternas de armazenamento, alguns dos quais remontam ao primeiro período romano, foram encontrados no complexo do Santuário da Anunciação.           
No árduo trabalho de escavação, um grande muro foi exposto, datando do período mameluco (século XV d.C.), que foi construído em cima de uma parede de um edifício anterior. Nesse antigo edifício tinham dois quartos e um pátio com uma cisterna escavada na rocha, na qual a água da chuva era recolhida. Os artefatos recuperados dentro do prédio foram poucos e a maior parte são fragmentos de vasos de cerâmica da primeira época romana (séculos I e II da nossa Era). Além desses, vários fragmentos de vasos Chalk foram encontrados, que provavelmente eram utilizados em ritos judaicos, porque não ficavam impuros.
A entrada de um poço de água escavado na rocha, aparentemente camuflada, sugere um abrigo do período romano posterior, no qual também  foram encontradas algumas cerâmicas. Sobre esse poço, a arqueóloga Yardenna Alexandre diz: “Com base em outras escavações que realizei em outras aldeias da região, o poço foi provavelmente construído como parte dos preparativos dos judeus para proteção durante a Grande Revolta contra os romanos, em 67 d.C.” Disse também que em algumas outras escavações foram encontradas diversas cavernas de sepulcros, próximas de zonas habitadas, que datam do período romano posterior.
O pesquisador Chad Emmet afirma que as escavações arqueológicas na vizinhança da atual Basílica da Anunciação e da Igreja de São José revelaram pedaços de cerâmica da Idade do Bronze (2200 a 1500 a.C.) e artefatos, silos e moinhos da Idade do Ferro (1500 a 586 a.C.). Relata também que casas e sepulturas em pedras, construídas na rocha, foram encontradas e datam da Era Romana, de 63 a.C. a 324 d.C..
Bugatti, o principal arqueólogo nos sítios venerados em Nazaré, desenterrou grandes quantidades de artefatos do final do período romano e do bizantino, que asseguram a indiscutível presença humana ali, do século II em diante.
Yardenna Alexandre, diretora de escavação, em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel, relatou uma importante descoberta, que, pela primeira vez,    mostrou uma casa da aldeia judaica de Nazaré, a qual pode dar luzes sobre o modo
de vida no tempo de Jesus. E assim ela detalhou: “O edifício encontrado é pequeno e modesto, e é muito típico das habitações do mesmo período em Nazaré”. Contudo, na opinião de outros arqueólogos, ainda não há certeza quanto à data daquela edificação, se é do período de Jesus ou não.
Na metade do ano de 1990, um lojista, chamado Elias Shama, descobriu túneis sob sua loja, situada próxima ao Poço de Maria. Os túneis foram identificados como sendo o hipocausto (forno) de uma terma. O sítio ao redor foi escavado nos anos de 1997/98 e os restos arqueológicos expostos foram datados dos períodos romanos, cruzados, mamelucos e otomanos.
Finalmente, Jack Finnegan descreve provas arqueológicas relacionadas ao povoamento da região de Nazaré durante as Idades do Bronze e do Ferro, e acrescenta que Nazaré era um povoado fortemente judaico no período romano. Para ele, a questão crítica agora, sob o ponto de vista do debate acadêmico, é de quando, no período romano, Nazaré veio a existir, ou seja, se os assentamentos começaram antes ou depois do ano 70 d.C., com a Primeira Guerra Judaica.
As pesquisas e as buscas das respostas continuam e, enquanto isso, o fiel peregrino consegue fazer toda a reconstrução da antiga cidade de Nazaré, mais do que nunca viva na sua mente e no seu coração, porque ele vai ali com os olhos de quem crê e de quem é guiado pelo Espírito de Deus, que tudo fala, explica e satisfaz! E, por isso, ele pode desfrutar do que a cidade tem para oferecer, do divino ao humano.
Fontes e Referências:
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Pesquisa realizada por Ellen Zagarese, aluna do Curso de Pós-Graduação em Estudos Bíblicos/ Especialização, na FACASC / Florianópolis, em 22/11/2013.

Fortaleza de Massada

As margens do deserto da Judéia, num platô com vista para o Mar Morto, encontra-se a ruina escavada de uma cidade real. Esta foi a última fortaleza defendida pelos judeus zelotes que se recusaram a submeter-se à ocupação romana. Quando eles não puderam mais se defender, Massada tornou-se pano de fundo para um dos episódios mais dramáticos da história Judaica.
Segundo as pesquisas de Flavio Josefo, Massada tornou-se uma fortaleza Judaica ainda durante o período dos Hasmoneus (cerca de 150 – 76 a.C.). Mais tarde o rei Herodes fez ampliações reforçando as defesas no período de 37 a 31 a.C. Foi erguida uma dupla muralha de pedra com mais de 140 metros de extensão e quase 6 metros de altura em alguns pontos, que estendia-se por todo o perímetro do platô. No espaço de 4 metros de largura que separava as duas muralhas, foram construídos vários quartos que eram usados para guardar armas e alojar as tropas. A muralha era composta de mais de 30 torres e 4 portões.

2. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Segundo Silva Neto, Massada está localizada na margem do deserto de Judá a mais de 390 metros da costa do Mar Morto. Sua conformação lembra um romboide, como um navio de norte muito estreito, com o sul um pouco menos e o meio largo. De norte a sul da rocha temo 579 metros e sua medida de leste a oeste de 198 metros. Salvo o extremo norte, toda a rocha está cercada por uma muralha de parede dupla dividida em casamatas. As construções se concentram na metade do norte do cimo, enquanto a parte mais baixa, carecia de edificações.
Observando a formação geral da rocha, a esquerda se vê a trilha da serpente e a rampa (do assalto romano) a direita. Na margem oeste observa-se, em primeiro plano o palácio de degraus e sobre este tem-se o núcleo principal de edificações (armazéns e outras estruturas). Ao centro e a direita da margem oeste de Massada encontramos o maior edifício. As edificações menores se distribuíam aproveitando a topografia irregular do terreno.

3. HISTÓRICO
Quanto aos primeiros ocupantes de Massada, ainda é algo obscuro. Para Flavio Josefo, o grande construtor foi Herodes, todavia antes dele havia passado por ali, o sumo sacerdote Yonatham, que alguns identificam como Judas Macabeu (metade do século II a.C.) e outros como Alexandre Janeu (103 – 73 a.C.).
Outra dúvida que pairava antes das escavações, era quanto ao período dos zelotas. Flavio Josefo afirma que após a morte de Herodes, a fortaleza havia sido ocupada por uma guarnição romana, posteriormente expulsa em 66 por Menaém e seus sequazes, sedendo lugar a um grupo de zelotas.
Em 73, após derrotar os zelotas, Silva deixou ali estabelecido outra guarnição. Após o domínio romano, Massada passou por um período de desocupação, tornando-se mais tarde morada de monges bizantinos (séculos V e VI). Depois desse período nunca mais foi ocupada. Nas escavações feitas foram descobertos: uma sinagoga bizantina desse período; moedas da época da revolução; um ostrato com a inscrição dizimo dos sacerdotes (Levitas); inscrições com nome do sacerdote “Hezekiah”. Além disso foram encontrados também fragmentos de vários texto bíblicos, como por exemplo: Levítico, Deuteronômio, Izaias, Ezequiel, Habacuc, Salmos, Eclesiástico e o livro dos Jubileus.
No quadro abaixo, de acordo com Araujo e Silva Neto, estão os períodos de ocupação de Massada.
PERIODO
DATA
ACHADOS
Calcolitico
4° milênio
Covas nos acantilados
Primeiro Tempo
Do século X ao VII a.C.
Fragmentos de cerâmica disseminados
Asmoneu
De 103 a 40 a.C.
Moedas de Alexandre Janeu
Herodes, o Grande
De 40 a.C. a 4 d.C.
Fortaleza, palácios, armazéns, casa de banhos, cisternas e moedas.
Dinastia de Herodes e os procuradores

Centenas de moedas e adições aos edifícios
A grande rebelião

Vivendas, banhos, rituais, sinagoga, rolo de pergaminho, ostracos, moedas e objetos de uso diário.
Depois da rebelião

Moedas da guarnição e alguns edifícios adicionais
Bizantino

Capela dos monges.

4. POR QUE MASSADA?
Depois de Jerusalém, Massada é o destino mais procurado por turistas em visita em Israel. Sua fama deve-se ao fato de ser um símbolo de resistência e coragem do povo Judeu à submissão coletiva existente no primeiro século, período em que se recusaram a ser escravos dos romanos.
Visitar Massada é uma experiência excitante. A história local e os restos arqueológicos contribuem para criar uma atmosfera especial do local, preservando seu passado impressionante.
No ano de 2000, leitores do jornal Traveler Magazine classificaram Massada como o melhor sítio turístico do mundo e em 2001 foi declarada pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade.

REFERENCIAS

O estudo da Bíblia e sua importância histórico-cultural, teológico-literária

A depender do período em que determinados textos sagrados foram escritos, determinada língua era prestigiada e, por isso, elevada a status de língua sagrada. A influência do contexto histórico, cujos acontecimentos epifânicos se evidenciaram na literatura bíblica, é sumamente importante para o momento da organização dos textos sagrados, a exemplo dos períodos de cativeiro e dominação pelos Assírios e Babilônicos. Esse dado traz, de maneira especial, certo resgate da cultura hebraica, tanto quanto a língua e seus costumes, uma vez que o povo de Israel, no primeiro Testamento, vivia em estado de opressão. No primeiro Testamento, por exemplo, temos a valorização do hebraico, enquanto língua do povo hebreu, do Antigo Israel, cujo Deus era denominado o Senhor ou o Deus de Israel. O hebraico é, de fato, de acordo com Comfort (2003) “uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada”, isto é, “expressa-se mediante metáforas vividas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos”, além de ser “pessoal”, relativa “às emoções, e não apenas à mente e à razão” (p. 13). No segundo Testamento, por exemplo, observa-se que o aramaico, língua dos sírios, fora utilizada durante todo o seu período, tornando-se, dessa forma, a língua geral de todo o Oriente. 

Desse modo, ao estudar a bíblia, não podemos prescindir do caráter científico da sua linguagem. Somente a partir dos métodos da crítica da forma e literária é que podemos entender os conteúdos que, muitas vezes, apresentam-se estranhos ao crente nos dias atuais, principalmente porque seus escritos são datados de tempos diferentes e muito distantes. Ao se aprofundar no estudo crítico dos textos bíblicos, o teólogo ou fiel apropriam-se das formas como os textos foram escritos e do sentido aos seus primeiros destinatários e, de maneira mais coerente, poderá aplicá-la a sua realidade. De acordo com o autor, é preciso “estudar o passado de tal maneira que liberte a mensagem que [a Bíblia] contém, a fim de que esta possa exercer a sua função hoje na nossa vida” (SCHREINER, 1978, p. 54). Em sendo assim, esta forma mais aprofundada de estudo da Bíblia não deve ser ignorada, uma vez que busca ajudar na análise da realidade atual, a partir do conhecimento do passado e das origens, isto é, torna mais compreensível e acessível à revelação do sentido e do alcance daquelas verdades de fé para o mundo de hoje.

No que diz respeito à cononicidade da bíblia, sabemos que alguns conceitos, tais como, as concepções de que a idade determina a cononicidade ou a de que o valor religioso determina a cononicidade, não são suficientes para determinar a legitimidade de um determinado livro descoberto. Porém, outros princípios de descoberta acerca da canonicidade devem ser levados em conta, quais sejam, se o livro é autorizado, isto é, afirma vir da parte de Deus; se ele é profético ou escrito por um servo de Deus; se este mesmo livro é digno de confiança ou fala a verdade acerca de Deus; e se ele é dinâmico ou possui o poder de Deus que transforma vidas; se ele é aceito pelo seu povo destinatário. Todavia, para a atualidade, a discussão sobre a inclusão ou não, no cânon bíblico, de um livro antigo (manuscrito) que, porventura possa ser encontrado, não se faz necessária, uma vez que o cânon bíblico das Igrejas Cristãs já fora resolvido, conforme mostra a tradição. Um exemplo disso é a discussão sobre inclusão e exclusão de livros do Antigo Testamento que terminou somente no final do século I, no conselho de Yamnia, permanecendo o cânon da bíblia hebraica fixo e preservado até os nossos dias. 

A diferenciação quanto à classificação e formação do cânon bíblico deu-se, a princípio, no mundo judaico e, conseqüentemente, no mundo Católico, Ortodoxo e Protestante. Essa diferenciação dos livros do Antigo Testamento da Bíblia dos Católicos e Ortodoxos (46 livros do A. T.) e Protestantes (39 livros do A. T.), percebida, a partir da ausência de 7 livros considerados não-inspirados (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus, e partes de Ester e Daniel) a menos nas Igrejas Evangélicas, deve-se a fatos históricos. Ou seja, no século I d. C., já havia, entre os judeus uma coletânea de livros que eles consideravam inspirados por Deus. Entre esses livros havia três coleções ou divisões (Lei, Profetas e Escritos), considerados e aceitos pelos fariseus enquanto os saduceus só consideravam o Pentateuco como canônico. Somente após a destruição de Jerusalém, um grupo de judeus, propensos a resguardar a verdade do passado, se reuniu em Jâmnia por volta de 90 d. C. e aceitaram o cânon dos fariseus. Essa posição foi tomada tendo em vista que os cristãos tinham adotado a Bíblia Grega (LXX) e, por essa razão, os livros deuterocanônicos foram rejeitados. No tempo da reforma, os protestantes, ao fazer suas traduções diretamente do hebraico, acabaram considerando o cânon judaico como cânon autêntico. Lutero foi o primeiro a chamar esses livros de apócrifos (séc XVI dC) e, mais tarde de “pseudoepígrafos”, considerados, por essa razão, de falsos. Os protestantes apresentam dificuldades teológicas quanto a autenticidade na aceitação desses livros porque apresentam algumas doutrinas refutadas por eles, como, por exemplo, o purgatório, a oração aos falecidos e a comunhão dos santos. Por outro lado, algumas citações dos três livros deuterocanônicos, tais como Eclo, 2Mc e Sb estão presentes no Novo Testamento dos protestantes, uma vez que a Igreja Cristã se desenvolveu no ambiente da Diáspora.

Desta forma, a Bíblia é de suma importância para a fé cristã porque, além de ser um documento histórico, preservado durante milênios, e registrar fatos e acontecimentos da caminhada do povo judeu e cristão, ela é considerada Palavra Sagrada, isto é, Palavra de Deus dirigida, por meios humanos (oral ou escrita) capaz de alimentar a fé dos crentes através da história dos seus antepassados. É esta história que, por sua vez, serve como dinamys para a continuidade presente e futura dos seguidores de Cristo e das primeiras comunidades cristãs. A cada vez que se recorda ou rememora o passado, a fim de fazer Deus presente, o povo cristão escreve sua nova história, a história de Igreja Peregrina em marcha constante rumo à Igreja Celeste. Nesse sentido, tanto o Antigo como o Novo Testamento tratam, em seus textos, sobre a “aliança ou pacto que Deus fez com seu povo” (Israel ou os judeu-cristãos). Em se tratando do Novo Testamento, a aliança é renovada como nova aliança ou novo pacto para os judeus-cristãos que se prolonga através da história até o final do primeiro século da era cristã. Para os cristãos, esses acontecimentos (Antigo e Novo Testamento) é, pois, constantemente revivido, rememorado por meio da leitura bíblica, trazendo, dessa forma, as promessas sagradas para a experiência atual da presença de Deus às comunidades cristãs atuais. 

A história da bíblia é, sobretudo, a história do desenvolvimento da história de Israel que se deu, especificamente, no Oriente Médio, chamado de berço de grandes civilizações e impérios, habitado hoje por alguns países históricos relatados na história bíblica (Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Arábia Saudita). Certamente, foi, nesses lugares que se desenvolveu a história do povo de Deus. De acordo com o texto, a história de Israel começa, precisamente, com o desenvolvimento da agricultura, numa localização chamada de Crescente Fértil, isto é, uma faixa não muito grande de terra fértil, que forma uma meia-lua, desde o Golfo Pérsico, passando pelos rios Tigre e Eufrates (Mesopotâmia), até o rio Nilo, no Egito. É nesse lugar, de modo especial, que se desenvolve a agricultura e suas técnicas de cultivo, consideradas, à época, avançadas. É também chamado de terra de Canaã, o lugar onde o povo de Israel se fixa e desenvolve a linguagem escrita. Esses acontecimentos, dentre outros, contribuíram para o desenvolvimento de muitos outros povos. Todavia, não se pode esquecer, que a história de Israel, no período do Antigo Testamento, foi bastante marcada pelas dominações estrangeiras, fato esse que contribuiu enormemente para o intercâmbio cultural entre diversos povos, a exemplo dos egípcios (1550-1200 a.C.), assírios (722-612 a.C.), (babilônicos (630-539 a. C.) e os gregos (332-167 a. C.). Esses eventos não foram capazes de coibir o culto monoteísta do povo de Israel à Javé, mas, pelo contrário, corroborou para o fortalecimento da fé, do culto e do estabelecimento das três maiores religiões do mundo (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo). 

Além do estudo literário, a geografia e a arqueologia bíblica fornecem ao teólogo elementos importantes para determinar ou afirmar, ou até mesmo dizer que não ocorreram ou jamais ocorreram, em determinada época, alguns acontecimentos da história bíblica. Desse modo, as explorações arqueológicas são realizadas tendo em vista a verificação exata do modo de vida, da cultura e da religiosidade que os povos da Bíblia, conforme a história relata, vivenciaram. De acordo com o texto, a partir da localização de dezenas de cidades mencionadas na Bíblia, é possível datar e analisar com precisão, através dos “métodos modernos de escavação e os testes de laboratório” algumas civilizações antigas e confrontar os resultados das pesquisas com os textos bíblicos.

Embora seus conceitos estejam inter-relacionados, os termos Revelação, Inspiração e Iluminação são diferentes quanto as suas definições. A Revelação divina está relacionada aos atos de Deus direcionados a uma pessoa e, de acordo com o texto, “prende-se à origem da verdade e a sua transmissão, enquanto que a inspiração relaciona-se com a recepção e o registro da verdade”. Já a iluminação está relacionada à apreensão e compreensão da verdade revelada. Em síntese, “a revelação é o fato da comunicação; a inspiração é o meio; a iluminação é o dom de compreender essa comunicação”. Em relação à inerrância e a infalibilidade da Bíblia, acreditamos que o fato da palavra de Deus, ou seja, os livros sagrados não conterem erros, uma vez que Deus respirou para fora a Escritura, não significa dizer, por outro lado, que aconteceu como um ditado verbal, sem a atividade e estilo do escritor, uma vez que Deus não interferiu, de maneira alguma, na personalidade do escritor do texto. Contudo, a liberdade do escritor não permitiu que a verdade fosse distorcida ou a verdade transmitida, uma vez que este pôde transmitir, com exatidão, com base na pesquisa histórica, teológica e estilística, a mensagem revelada. 

Referências bibliográficas: 

COMFORT, Phillip Wesley. A Origem da Bíblia. Rio de Janeiro. 2003, p. 13.
SCHREINER, Josef. O Estudo Científico do Antigo Testamento In: SCHREINER. Josef. Palavra e Mensagem, São Paulo: Paulinas, 1978, p.54-55.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

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Vasos que Deus usa.Ministrada em Lauro de Freita na Bahia na Igreja Maranata.

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Vasos que Deus usa.Ministrada em Lauro de Freita na Bahia na Igreja Maranata.

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Comentário:I Pedro

I Pedro

Comentário:
Esta bela carta foi escrita aos crentes da Ásia Menor, a fim de criar neles uma jubilosa esperança diante da perseguição que ameaçava cair sobre eles. Era intenção do apóstolo que esta carta circulasse entre os crentes de herança predominantemente gentia, em congregações localizadas nas províncias do Império Romano onde, provavelmente, o jugo imperial seria mais severo. A igreja não desconhecia a perseguição. Desde às primeiras perseguições no tempo de Estêvão e a dispersão que se seguiu, até à constante fustigação de que era alvo o apóstolo Paulo por onde quer que fosse, os crentes da igreja primitiva haviam experimentado na própria carne a fadiga e a tensão provocadas pelo antagonismo. E agora a ira do demente imperador Nero estava prestes a explodir em Roma, a expensas da igreja. Portanto, o apóstolo Pedro procurou preparar a igreja na Ásia Menor para o desastre iminente que se avizinhava nestas províncias orientais, onde a opressão se espalharia, sem dúvida, de sua origem em Roma. Inspirado de um espírito de pastor fiel e bispo das almas, o apóstolo Pedro envia esta carta pastoral para confirmar seu rebanho na esperança consoladora da vinda do Espírito Santo. Uma vez que estão arraigados em Cristo, devem abster-se dos desejos da carne. Caso se encontrem em uma sociedade hostil, seus sofrimentos por amor à justiça serão, em realidade, uma bênção.

Autor: Pedro 1:1
Esta carta de Pedro foi, provavelmente, enviada de Roma aos crentes da Ásia Menor, entre os anos 62 e 69 d.C. Existe uma extraordinária semelhança de pensamentos entre esta carta e a epístola de Paulo aos Romanos (ano 56 a 57 d.C.) e a epístola anônima aos Hebreus (provavelmente em derredor do ano 60 d.C.). Pode ser que o apóstolo Pedro possuisse ambas as cartas quando se encontrava em Roma.

-
Robert Paul Roth
Doutor em Filosofia e Letras


I Pedro

Comentário:
Esta bela carta foi escrita aos crentes da Ásia Menor, a fim de criar neles uma jubilosa esperança diante da perseguição que ameaçava cair sobre eles. Era intenção do apóstolo que esta carta circulasse entre os crentes de herança predominantemente gentia, em congregações localizadas nas províncias do Império Romano onde, provavelmente, o jugo imperial seria mais severo. A igreja não desconhecia a perseguição. Desde às primeiras perseguições no tempo de Estêvão e a dispersão que se seguiu, até à constante fustigação de que era alvo o apóstolo Paulo por onde quer que fosse, os crentes da igreja primitiva haviam experimentado na própria carne a fadiga e a tensão provocadas pelo antagonismo. E agora a ira do demente imperador Nero estava prestes a explodir em Roma, a expensas da igreja. Portanto, o apóstolo Pedro procurou preparar a igreja na Ásia Menor para o desastre iminente que se avizinhava nestas províncias orientais, onde a opressão se espalharia, sem dúvida, de sua origem em Roma. Inspirado de um espírito de pastor fiel e bispo das almas, o apóstolo Pedro envia esta carta pastoral para confirmar seu rebanho na esperança consoladora da vinda do Espírito Santo. Uma vez que estão arraigados em Cristo, devem abster-se dos desejos da carne. Caso se encontrem em uma sociedade hostil, seus sofrimentos por amor à justiça serão, em realidade, uma bênção.

Autor: Pedro 1:1
Esta carta de Pedro foi, provavelmente, enviada de Roma aos crentes da Ásia Menor, entre os anos 62 e 69 d.C. Existe uma extraordinária semelhança de pensamentos entre esta carta e a epístola de Paulo aos Romanos (ano 56 a 57 d.C.) e a epístola anônima aos Hebreus (provavelmente em derredor do ano 60 d.C.). Pode ser que o apóstolo Pedro possuisse ambas as cartas quando se encontrava em Roma.

-
Robert Paul Roth
Doutor em Filosofia e Letras

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Judaísmo

FUNDADOR:
Abraão (Gn 12.1-3), cerca de 2000 a.C. no Oriente Médio. Existem três ramos principais do Judaísmo: ortodoxo, conservador
e reformado, cada um com suas crenças.

ESCRITURAS:
O Tanach (Antigo Testamento), especialmente a Toráh (primeiros cinco livros do Antigo Testamento). O Talmude
(explicação do Tanach). As Escrituras dos sábios, tais como, Maimónides, Rashi etc.

DEUS:
Deus é Espírito. Para os judeus ortodoxos, Deus é pessoal, Todo Poderoso, Eterno, Misericordioso. Para outros judeus,
Deus é impessoal, incognoscível e definido de muitas maneiras. Não há Trindade.

JESUS:
Jesus é visto como um falso messias extremista ou como um bom rabi (mestre), que foi martirizado. Muitos judeus
desconsideram Jesus. Os judeus (exceto os judeus messiânicos) não crêem que ele foi o Messias, o Filho de Deus que
ressuscitou dentre os mortos. Os judeus ortodoxos crêem que o Messias vai restaurar o reino judaico e governará
finalmente o mundo.

ESPÍRITO SANTO:
Alguns judeus crêem que o Espírito Santo é um outro nome para a atividade de Deus na terra. Outros dizem que é o amor
de Deus.

SALVAÇÃO:
Alguns judeus crêem que a oração, o arrependimento e obediência a Lei são necessários para salvação. Outros crêem que
a salvação seja o aperfeiçoamento da sociedade.

MORTE:
Haverá ressurreição física. Os obedientes viverão para sempre com Deus e os injustos sofrerão. Alguns judeus não crêem
em vida consciente após a morte.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
Reúnem-se nas sinagogas no sábado. Praticam a circuncisão. Vários dias santos e festivos, incluindo a Páscoa, Sukot,
Janucá, Rosh Roshaná, Yom Kippur, Purim. Jerusalém é considerada a cidade santa.

Judaísmo

FUNDADOR:
Abraão (Gn 12.1-3), cerca de 2000 a.C. no Oriente Médio. Existem três ramos principais do Judaísmo: ortodoxo, conservador
e reformado, cada um com suas crenças.

ESCRITURAS:
O Tanach (Antigo Testamento), especialmente a Toráh (primeiros cinco livros do Antigo Testamento). O Talmude
(explicação do Tanach). As Escrituras dos sábios, tais como, Maimónides, Rashi etc.

DEUS:
Deus é Espírito. Para os judeus ortodoxos, Deus é pessoal, Todo Poderoso, Eterno, Misericordioso. Para outros judeus,
Deus é impessoal, incognoscível e definido de muitas maneiras. Não há Trindade.

JESUS:
Jesus é visto como um falso messias extremista ou como um bom rabi (mestre), que foi martirizado. Muitos judeus
desconsideram Jesus. Os judeus (exceto os judeus messiânicos) não crêem que ele foi o Messias, o Filho de Deus que
ressuscitou dentre os mortos. Os judeus ortodoxos crêem que o Messias vai restaurar o reino judaico e governará
finalmente o mundo.

ESPÍRITO SANTO:
Alguns judeus crêem que o Espírito Santo é um outro nome para a atividade de Deus na terra. Outros dizem que é o amor
de Deus.

SALVAÇÃO:
Alguns judeus crêem que a oração, o arrependimento e obediência a Lei são necessários para salvação. Outros crêem que
a salvação seja o aperfeiçoamento da sociedade.

MORTE:
Haverá ressurreição física. Os obedientes viverão para sempre com Deus e os injustos sofrerão. Alguns judeus não crêem
em vida consciente após a morte.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
Reúnem-se nas sinagogas no sábado. Praticam a circuncisão. Vários dias santos e festivos, incluindo a Páscoa, Sukot,
Janucá, Rosh Roshaná, Yom Kippur, Purim. Jerusalém é considerada a cidade santa.

Testemunhas de Jeová

FUNDADOR:
Charles Taze Russel (1852-1916), depois vieram Joseph F. Rutherford, Nathan Knorr e Fred Franzs. Começaram em
Pensilvânia, Estados Unidos em 1879. A sede se encontra no Brooklyn, Nova York, EUA.

ESCRITURAS:
A Bíblia (Tradução do Novo Mundo).Todas as publicações atuais da Torre de Vigia. As revistas: A Sentinela e Despertai!,
publicadas quinzenalmente.

DEUS:
Deus é uma pessoa, cujo nome exclusivo é Jeová. Não crêem na Trindade. Jesus foi o primeiro ser criado por Jeová.

JESUS:
Jesus é um deus. Antes de vir ao mundo, ele era o arcanjo Miguel. Jeová criou o universo por meio de Jesus. Quando
Jesus estava na Terra, ele foi um homem que viveu perfeitamente. Depois de haver morrido numa estaca (não numa cruz),
foi ressuscitado como espírito e seu corpo foi destruído. O homem Jesus não existe mais. Jesus não virá outra vez. Ele já
veio invisivelmente em 1914, em espírito. Em breve haverá a Batalha do Armagedon, quando todos os que não são
Testemunhas de Jeová perecerão.

ESPÍRITO SANTO:
É a força ativa invisível de Jeová. Não é pessoal.

SALVAÇÃO:
Ser batizado como Testemunha de Jeová. A maioria dos seguidores tem que ganhar a vida eterna na Terra, trabalhando de
casa em casa. A salvação no céu está limitada aos 144 mil ungidos.

MORTE:
Os 144 mil viverão no céu como seres espirituais. O remanescente dos justos, a grande multidão viverá na Terra e
obedecerá a Deus perfeitamente por 1000 anos. Depois, deverão suportar a prova final, quando Satanás for solto do poço
do abismo.

OUTRAS CRENÇAS:
Reúnem-se aos domingos nos Salões do Reino. Os membros ativos são instruídos a distribuir literatura de casa em casa.
Uma vez por ano celebram a Refeição Noturna. Só os ungidos podem participar. Não comemoram feriados nem
aniversários. Não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar, não aceitam transfusões de sangue. Crêem que a
guerra do Armagedon em breve ocorrerá.

Testemunhas de Jeová

FUNDADOR:
Charles Taze Russel (1852-1916), depois vieram Joseph F. Rutherford, Nathan Knorr e Fred Franzs. Começaram em
Pensilvânia, Estados Unidos em 1879. A sede se encontra no Brooklyn, Nova York, EUA.

ESCRITURAS:
A Bíblia (Tradução do Novo Mundo).Todas as publicações atuais da Torre de Vigia. As revistas: A Sentinela e Despertai!,
publicadas quinzenalmente.

DEUS:
Deus é uma pessoa, cujo nome exclusivo é Jeová. Não crêem na Trindade. Jesus foi o primeiro ser criado por Jeová.

JESUS:
Jesus é um deus. Antes de vir ao mundo, ele era o arcanjo Miguel. Jeová criou o universo por meio de Jesus. Quando
Jesus estava na Terra, ele foi um homem que viveu perfeitamente. Depois de haver morrido numa estaca (não numa cruz),
foi ressuscitado como espírito e seu corpo foi destruído. O homem Jesus não existe mais. Jesus não virá outra vez. Ele já
veio invisivelmente em 1914, em espírito. Em breve haverá a Batalha do Armagedon, quando todos os que não são
Testemunhas de Jeová perecerão.

ESPÍRITO SANTO:
É a força ativa invisível de Jeová. Não é pessoal.

SALVAÇÃO:
Ser batizado como Testemunha de Jeová. A maioria dos seguidores tem que ganhar a vida eterna na Terra, trabalhando de
casa em casa. A salvação no céu está limitada aos 144 mil ungidos.

MORTE:
Os 144 mil viverão no céu como seres espirituais. O remanescente dos justos, a grande multidão viverá na Terra e
obedecerá a Deus perfeitamente por 1000 anos. Depois, deverão suportar a prova final, quando Satanás for solto do poço
do abismo.

OUTRAS CRENÇAS:
Reúnem-se aos domingos nos Salões do Reino. Os membros ativos são instruídos a distribuir literatura de casa em casa.
Uma vez por ano celebram a Refeição Noturna. Só os ungidos podem participar. Não comemoram feriados nem
aniversários. Não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar, não aceitam transfusões de sangue. Crêem que a
guerra do Armagedon em breve ocorrerá.

Testemunhas de Jeová

FUNDADOR:
Charles Taze Russel (1852-1916), depois vieram Joseph F. Rutherford, Nathan Knorr e Fred Franzs. Começaram em
Pensilvânia, Estados Unidos em 1879. A sede se encontra no Brooklyn, Nova York, EUA.

ESCRITURAS:
A Bíblia (Tradução do Novo Mundo).Todas as publicações atuais da Torre de Vigia. As revistas: A Sentinela e Despertai!,
publicadas quinzenalmente.

DEUS:
Deus é uma pessoa, cujo nome exclusivo é Jeová. Não crêem na Trindade. Jesus foi o primeiro ser criado por Jeová.

JESUS:
Jesus é um deus. Antes de vir ao mundo, ele era o arcanjo Miguel. Jeová criou o universo por meio de Jesus. Quando
Jesus estava na Terra, ele foi um homem que viveu perfeitamente. Depois de haver morrido numa estaca (não numa cruz),
foi ressuscitado como espírito e seu corpo foi destruído. O homem Jesus não existe mais. Jesus não virá outra vez. Ele já
veio invisivelmente em 1914, em espírito. Em breve haverá a Batalha do Armagedon, quando todos os que não são
Testemunhas de Jeová perecerão.

ESPÍRITO SANTO:
É a força ativa invisível de Jeová. Não é pessoal.

SALVAÇÃO:
Ser batizado como Testemunha de Jeová. A maioria dos seguidores tem que ganhar a vida eterna na Terra, trabalhando de
casa em casa. A salvação no céu está limitada aos 144 mil ungidos.

MORTE:
Os 144 mil viverão no céu como seres espirituais. O remanescente dos justos, a grande multidão viverá na Terra e
obedecerá a Deus perfeitamente por 1000 anos. Depois, deverão suportar a prova final, quando Satanás for solto do poço
do abismo.

OUTRAS CRENÇAS:
Reúnem-se aos domingos nos Salões do Reino. Os membros ativos são instruídos a distribuir literatura de casa em casa.
Uma vez por ano celebram a Refeição Noturna. Só os ungidos podem participar. Não comemoram feriados nem
aniversários. Não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar, não aceitam transfusões de sangue. Crêem que a
guerra do Armagedon em breve ocorrerá.

Testemunhas de Jeová

FUNDADOR:
Charles Taze Russel (1852-1916), depois vieram Joseph F. Rutherford, Nathan Knorr e Fred Franzs. Começaram em
Pensilvânia, Estados Unidos em 1879. A sede se encontra no Brooklyn, Nova York, EUA.

ESCRITURAS:
A Bíblia (Tradução do Novo Mundo).Todas as publicações atuais da Torre de Vigia. As revistas: A Sentinela e Despertai!,
publicadas quinzenalmente.

DEUS:
Deus é uma pessoa, cujo nome exclusivo é Jeová. Não crêem na Trindade. Jesus foi o primeiro ser criado por Jeová.

JESUS:
Jesus é um deus. Antes de vir ao mundo, ele era o arcanjo Miguel. Jeová criou o universo por meio de Jesus. Quando
Jesus estava na Terra, ele foi um homem que viveu perfeitamente. Depois de haver morrido numa estaca (não numa cruz),
foi ressuscitado como espírito e seu corpo foi destruído. O homem Jesus não existe mais. Jesus não virá outra vez. Ele já
veio invisivelmente em 1914, em espírito. Em breve haverá a Batalha do Armagedon, quando todos os que não são
Testemunhas de Jeová perecerão.

ESPÍRITO SANTO:
É a força ativa invisível de Jeová. Não é pessoal.

SALVAÇÃO:
Ser batizado como Testemunha de Jeová. A maioria dos seguidores tem que ganhar a vida eterna na Terra, trabalhando de
casa em casa. A salvação no céu está limitada aos 144 mil ungidos.

MORTE:
Os 144 mil viverão no céu como seres espirituais. O remanescente dos justos, a grande multidão viverá na Terra e
obedecerá a Deus perfeitamente por 1000 anos. Depois, deverão suportar a prova final, quando Satanás for solto do poço
do abismo.

OUTRAS CRENÇAS:
Reúnem-se aos domingos nos Salões do Reino. Os membros ativos são instruídos a distribuir literatura de casa em casa.
Uma vez por ano celebram a Refeição Noturna. Só os ungidos podem participar. Não comemoram feriados nem
aniversários. Não saúdam a bandeira, não prestam serviço militar, não aceitam transfusões de sangue. Crêem que a
guerra do Armagedon em breve ocorrerá.

Hinduísmo

FUNDADOR:
Não há um só fundador. Existem muitas seitas. Seus fundamentos abrangem um período que vai de 1800 a 1000 a.C, na
Índia, tendo influência da religião Bramânica.

ESCRITURAS:
Muitas escrituras, incluindo o Bhagavad-Gita (antigo), o Upanishads (mais antigo) e os Vedas (os mais antigos, por volta de
1000 a.C.).

DEUS:
Tudo é Deus (Panteista). Todos somos parte de Deus (Brama). As pessoas adoram manifestações de Brahma (deuses e
deusas). As pessoas são deuses, mas não sabem.

JESUS:
Jesus Cristo é um mestre, um guru, o avatar (uma encarnação de Vishnu). Ele é um filho de Deus assim como são os
outros. Sua morte não expia pecados e não ressuscitou dentre os mortos.

ESPÍRITO SANTO:
O Espírito Santo não faz parte desta crença.

SALVAÇÃO:
Libertação do ciclo de reencarnação. Recebida através de ioga e meditação. Pode-se ter muitas vidas. A salvação final é
uma união com Brama.

MORTE:
A reencarnação a um estado melhor (Carma bom) se a pessoa se portou bem. Se portou-se mal, pode voltar a nascer e
pagar por seus pecados passados sofrendo ( Carma mau).

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
Alguns discípulos usam túnicas alaranjadas e têm a cabeça raspada. Muitos hindus adoram ídolos de pedra e madeira em
seus templos.Os gurus exigem obediência total. Os discípulos meditam numa palavra, frase ou fotografia. A ioga inclui
meditação, cantar, postura, exercícios de respiração. Fundação da Nova Era e Meditação Transcendental.